Com uma campanha digna, brilho tático e técnico e um conjunto entrosadíssimo, a equipe comandada pelo técnico Geninho e por Flávio, Fabiano, Alessandro, Kléberson, Adriano, Kléber e Alex Mineiro despachou adversários que eram até considerados mais fortes do que ela para erguer um troféu que até então apenas o Coritiba, maior rival, havia conseguido no estado do Paraná. Naquele ano, porém, tudo ficou igual. Com vantagem para o Furacão, que teve um aproveitamento muito melhor que o Coritiba de 1985.
Início do ano
No primeiro semestre de 2001, o Atlético se reforçou com a contratação do atacante Alex Mineiro e, após ser eliminado na Copa do Brasil, o time deu a volta por cima no Campeonato Paranaense e conquistou o bicampeonato sobre o Paraná Clube mesmo tendo empatado os três jogos da decisão – fruto do regulamento, que beneficiava o time de melhor campanha na primeira fase, no caso, o Furacão. Depois do torneio estadual, o técnico Flávio Lopes deixou o comando da equipe para a entrada de Mário Sérgio, que ratificou o esquema 3-5-2 como principal do time para a disputa do Campeonato Brasileiro e ajudou na contratação do meia Souza e do atacante Ilan.
Troca no comando
Após alguns deslizes no campo e críticas de Mário Sérgio criticando publicamente as saídas noturnas de vários jogadores como motivo da queda de rendimento do time, o técnico foi demitido após derrota para o Fluminense em casa por 2 a 1, na fase classificatória.
Para seu lugar, a diretoria agiu rápido e trouxe Geninho, pouco conhecido no cenário nacional. O novo técnico não mexeu na estrutura tática do time e também adotou o 3-5-2, mas fez com que os jogadores passassem a jogar com mais garra, ofensividade e com foco total no ataque, principalmente pelo meio de campo, com a bola passando por Kléberson, Adriano, Kléber e Alex Mineiro. Além disso, Geninho cobrou mais disciplina e soube, aos poucos, domar os festeiros do elenco para fortalecer o profissionalismo do grupo.
Classificação com sobras
Com um bom começo, uma queda e uma recuperação irrepreensível, o Furacão terminou na segunda posição (atrás apenas do São Caetano) da fase de classificação com 15 vitórias, seis empates, seis derrotas, 58 gols marcados (melhor ataque) e 40 sofridos em 27 partidas. Com isso, a equipe teria a vantagem de jogar em casa os duelos únicos das quartas de final e de uma possível semifinal. Na decisão, disputada em dois jogos, a equipe só não jogaria a finalíssima em casa se encarasse o Azulão.
Time base: Flávio; Gustavo, Nem e Rogério Corrêa (Igor); Alessandro, Cocito (Pires), Kléberson, Adriano (Souza) e Fabiano; Kléber (Ilan) e Alex Mineiro. Técnicos: Flávio Lopes, Mário Sérgio e Geninho.
Quartas de final
Nas quartas de final, o Atlético-PR teve pela frente o São Paulo de Rogério Ceni, Belletti, Fábio Simplício, Júlio Baptista, Kaká e França, uma equipe com vários talentos no papel, mas que sofria com problemas internos e de egos. Jogando ao lado de sua fanática torcida, o Furacão não deixou o tricolor aprontar, venceu por 2 a 1 e se classificou às semifinais. Um fato marcante naquele jogo foi a marcação implacável do volante Cocito (xodó da torcida rubro-negra) no ainda jovem Kaká, que não suportou a pressão (e as faltas) do rival e chorou quando foi substituído justamente por causa de uma falta do “cão de guarda” rubro-negro.
Semifinal
Naquele campeonato, apenas uma equipe havia derrotado o Atlético-PR em plena Arena: o Fluminense. E era este mesmo Fluminense o adversário dos paranaenses na semifinal. A Arena da Baixada foi o palco do melhor jogo da competição, totalmente aberto, com equipes jogando um futebol de muita qualidade e puramente ofensivo. Não havia precauções ou retrancas. O negócio era gol! Para alegria dos torcedores. O jogo só foi decidido aos 44 minutos do segundo tempo, quando Alex Mineiro, camisa 9 e artilheiro atleticano, marcou seu terceiro gol na partida e decretou a vitória épica do rubro-negro por 3 a 2 num jogaço recheado de grandes jogadas, tabelinhas e bolas na trave. A vaga na final era o prêmio a um time que atacava sem parar e não se satisfazia com uma vantagem pequena no placar. Era preciso sempre mais e mais.
Final
Na final em dois jogos, o Atlético-PR encarou o melhor time da fase de classificação e que havia surpreendido todo o Brasil: o São Caetano. A equipe do ABC Paulista havia sido vice-campeã da Copa João Havelange do ano anterior e repetia a sina competitiva ao alcançar sua segunda final em dois anos. Comandados por Jair Picerni, os azuis eram difíceis de ser batidos e apostavam em uma marcação extremamente sufocante e disciplinada. Porém, no primeiro jogo, com a Arena completamente lotada e a torcida gritando sem parar, o Furacão atacou novamente e venceu o Azulão por 4 a 2, novamente com três gols de Alex Mineiro, que marcava três gols num jogo pela segunda vez e de forma consecutiva. O resultado dava ao Furacão a opção perder por até um gol de diferença para ficar com o título.
No dia do segundo jogo da final, o técnico Geninho abusou do lado psicológico para fazer com que seus jogadores entrassem no estádio Anacleto Campanella entusiasmados e convictos de que seriam campeões brasileiros. Depois da preleção antes da subida ao gramado, Geninho pegou uma caixa e retirou dela várias faixas de “campeão brasileiro”. O treinador começou a colocá-las em cada jogador e disse que todos eles já eram campeões.
Técnico Geninho
O recado foi prontamente atendido pelos jogadores e a iniciativa se mostrou muito criativa e acertada. Em campo, o Furacão jogou com segurança e autoridade, não deixou o São Caetano aprontar e ainda venceu o jogo por 1 a 0, gol, claro, de Alex Mineiro, que se tornou o primeiro jogador na história dos Campeonatos Brasileiros a marcar quatro gols em uma série final, superando Reinaldo (Atlético-MG, 1980), Marcelinho Carioca (Corinthians, 1998), Guilherme (Atlético-MG, 1999) e Luizão (Corinthians, 1999), todos com três gols. Pronto. Pela primeira vez na história o Clube Atlético Paranaense era campeão brasileiro de futebol!
Alex Mineiro após o jogo do título
A festa e a farra que tanto os rubro-negros não puderam fazer nos últimos meses podiam, enfim, ser extravasadas. E o time com melhor campanha e aproveitamento era premiado: 31 jogos, 19 vitórias, seis empates, seis derrotas, 68 gols marcados (melhor ataque) e 45 gols sofridos – aproveitamento de 67%. Alex Mineiro e Kléber foram os artilheiros do time na competição com 17 gols cada. Romário, do Vasco, marcou 21 gols e foi o goleador do ano.
Abaixo jogo de ida da final



Furacão gigante!
ResponderExcluirq time!
Excluiralex mineiro idolo
ResponderExcluirjogou mt!
ExcluirBela matéria
ResponderExcluirvaleu!
Excluirmuito bom
ResponderExcluirextraordinario
ResponderExcluirperfeito!!!!!!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirEra bem pequeno no título do Furacão mas eu lembro. Alex Mineiro era um grande atacante
ResponderExcluirQue matéria, cara. Parabéns!!
ResponderExcluirQue matéria bacana!
ResponderExcluirQue materia foda! Adorei a retrospectiva. E o coração valente, entra onde nessa historia?
ResponderExcluirSou tricolor mas para esse time eu tiro o chapéu.
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