quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Invicto

Após um primeiro semestre abaixo do esperado e com muitas críticas da sua própria torcida, o Internacional de 1979 mostrou no Campeonato Brasileiro daquele ano a sua força.



Escalado num esquema 4-3-3 pelo técnico Ênio Andrade, o Colorado deu 'aula' por diversos gramados do país. Os jogadores que vestiam o manto colorado não tinham adversários e não se intimidavam com estádio rival lotado. O Internacional dispunha de um elenco forte e que havia ganhado os reforços de Benítez, Cláudio Mineiro, Bira e Mário Sérgio, além de contar com jogadores de puro talento como o jovem Mauro Galvão (de apenas 17 anos), o atacante Valdomiro e os meio-campistas Batista e Falcão. Tais nomes davam à equipe uma mescla de habilidade, força, experiência e juventude, tudo na medida certa. Craques pontuais em cada setor do campo, determinados a apagar o fiasco no torneio estadual e que tinham no Campeonato Brasileiro a grande chance da virada, para mostrar que o soberano de tempos dourados (1975-76) ainda estava vivo.



Time base: Benítez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Jair e Falcão; Valdomiro (Chico Spina), Bira e Mário Sérgio. Técnico: Ênio Andrade

O Inter mostrou que estava muito vivo. Em 1979, o Brasil viu pela primeira, e até hoje única, vez um time vencer o principal torneio nacional de forma invicta e irrepreensível. O colorado não sabia o que era perder. Um time que era pura melodia e fazia o futebol parecer um esporte simples de se jogar quando a bola passava pelos pés dos seus jogadores.

Na final o Internacional encarou o Vasco da Gama e venceu os dois jogos da decisão. O primeiro por 2 a 0 no Maracanã e o segundo por 2 a 1 na sua casa, o Beira-Rio. Com esses dois triunfos o Colorado se tornou primeiro tricampeão do Campeonato Brasileiro e, acima de tudo, o primeiro campeão brasileiro invicto. Foram 23 jogos, 16 vitórias, sete empates, 40 gols marcados e 13 sofridos, totalizando um saldo de 27 gols. Uma campanha inesquecível, incontestável e impressionante que segue como a segunda melhor em termos de aproveitamento em toda a história do torneio – 79,7%, atrás apenas da campanha do próprio Inter em 1976 (84%). Jamais um clube conseguiu repetir o feito daquele Inter de Ênio Andrade e, nos moldes atuais do Brasileirão em pontos corridos, essa façanha dificilmente irá acontecer de novo.

Abaixo os melhores momentos do segundo jogo da final

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